- Você está em:
- Home
- Espaçamento Reduzido
Níveis de resposta de acordo com o ambiente de plantio.

Os ensaios conduzidos há vários anos têm demonstrado aumento de produtividade para os espaçamentos de até 65 centímetros. A utilização de espaçamentos menores não tem representado aumento na produtividade. Nesse caso, outros fatores como planejamento de maquinário deve prevalecer nessa análise. Além da questão relativa ao suprimento de água, histórico de chuvas, evapotranspiração, entre outros, a luz é outro fator restritivo, principalmente na região Sul do país.
O gráfico abaixo representa os fatores que influenciam a produtividade a partir da redução do espaçamento.
Como síntese geral podemos indicar:
- Ambientes com limitação de água e evapotranspiração elevada – respondem à redução de espaçamento e nem sempre ao aumento de população, principalmente em anos de estresse hídrico acentuado. Nesse caso, deve-se trabalhar com o limite superior de população recomendada para o híbrido, ou com pequeno incremento na população, máximo de 5%. Esses ambientes normalmente ocorrem no Verão, nas regiões baixas, com altitude menor que 500 m, e nas grandes áreas de Safrinha.
- Ambientes sem restrição de água – resposta positiva quando optamos pela redução de espaçamento e aumento da população ao mesmo tempo. Sem restrição de luminosidade e histórico de estresse hídrico acentuado, certamente poderemos buscar a melhor interação em cada área. Nesses casos, considerando qualidade do manejo, histórico do uso da área, nível de fertilidade e época adequada de plantio, o aumento de população pode ser de 10% a 15% do recomendado para o híbrido. Esse cenário compreende as regiões situadas entre 700 e 1.000 m de altitude.
- Ambiente com restrição de luz – responde melhor à redução de espaçamento do que ao aumento de população. No entanto, é preciso muito cuidado para fazer uso das duas práticas ao mesmo tempo. O aumento no porte das plantas, o eventual desequilíbrio na relação nitrogênio e potássio, manejos inadequados da dessecação, época x competição por nutrientes, entre outros fatores, podem levar ao aumento de risco de quebramento e tombamento de plantas, empalhamento e polinização deficiente, além de favorecer a presença de patógenos, principalmente de grãos. No plantio de Verão, principalmente na região Sul com altitude acima de 1.000 m, ocorrem limitações de luz. Nesse caso, considere um adicional de 5% sobre a população de plantas indicadas para o híbrido.
- Época de plantio – conhecendo o histórico do ambiente, é possível definir as melhores respostas de produtividade em relação à época de plantio. Essas são as épocas mais adequadas ao manejo da população, entendendo que nessas condições temos as melhores possibilidades de explorar os recursos do ambiente, como distribuição de chuvas, temperaturas adequadas e luz.
Com raras exceções, podemos indicar que na região Sul as melhores épocas de plantio estão no início de outubro, com exceção dos Campos de Altitude, Lages/Vacaria, onde a melhor época está no início de novembro. E, no Brasil Central, os melhores plantios para uso dessas práticas vão até 15 de novembro.
Na Safrinha, é reconhecido que, à medida que avançamos o plantio no mês de março, temos quedas naturais de produtividade, pelas próprias restrições do ambiente. Sendo assim, os melhores plantios e a época mais recomendada para uso das práticas é até meados de fevereiro.