
Redução do espaçamento e manejo da população de plantas na cultura do milho.
A diminuição do espaçamento entrelinhas é uma das tendências na cultura do milho. Hoje os agricultores estão procurando novas alternativas para aumentar a produtividade. O manejo do número de plantas, a redução do espaçamento entrelinhas ou mesmo as duas práticas combinadas têm sido exploradas nos plantios de Verão e Safrinha.
Do ponto de vista técnico, os pesquisadores têm argumentado que menores espaçamentos permitem a melhor distribuição espacial das plantas na lavoura, melhorando a eficiência na interceptação da luz. Isso levará a ganhos na fotossíntese líquida e conseqüente incremento na produtividade, pela redução da competição por luz, água e nutrientes.
O conhecimento e a disponibilidade de informações do ambiente de plantio, como chuvas, luz, temperaturas, evapotranspiração, fertilidade, manejo dos nutrientes, programa de rotação de culturas, disponibilidade e a característica de máquinas e equipamentos, entre outros, são importantes na tomada de decisão.
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Benefícios
- Aumento da produtividade – o nível de resposta esperado está ligado à disponibilidade de fatores ambientais, principalmente luz, água e nutrientes;
- Melhor distribuição e menor sobreposição foliar entre plantas – permite maior eficiência na extração de nutrientes e melhor exploração do solo;
- Maior eficiência no uso de máquinas e equipamentos – pela adoção de espaçamentos comuns entre diferentes culturas;
- Melhor eficiência no controle de plantas daninhas – fechamento mais rápido da lavoura;
- Maior quantidade de palha – melhorando a cobertura do solo, o controle de erosão e a supressão de plantas daninhas;
- Melhor aproveitamento da água – evitando a erosão e diminuindo a evaporação.
O manejo de espaçamento e da população de plantas requer principalmente melhor qualidade e eficiência no plantio, tanto na distribuição regular das sementes como na profundidade adequada de plantio.
Da mesma forma, é fundamental que o manejo de cobertura que antecede o plantio do milho seja feito na melhor época e condição adequada para que o processo de decomposição esteja ajustado, evitando assim os efeitos alelopáticos, a competição por nutrientes e o controle apropriado das pragas que possam atacar as sementes ou as plântulas de milho.
É necessário também que as entradas na lavoura após a emergência do milho, para o controle de plantas daninhas, pragas e adubação de cobertura, ocorram em épocas adequadas, sob pena de rápido fechamento ou mesmo excessivo amassamento de plantas.
Níveis de Resposta de acordo com o ambiente de plantio.
Os ensaios conduzidos há vários anos têm demonstrado aumento de produtividade para os espaçamentos de até 65 centímetros. A utilização de espaçamentos menores não tem representado aumento na produtividade.
Nesse caso, outros fatores como planejamento de maquinário deve prevalecer nessa análise. Além da questão relativa ao suprimento de água, histórico de chuvas, evapotranspiração, entre outros, a luz é outro fator restritivo, principalmente na região Sul do país.
O gráfico abaixo representa os fatores que influenciam a produtividade a partir da redução do espaçamento.
Como síntese geral podemos indicar:
- Ambientes com limitação de água e evapotranspiração elevada – respondem à redução de espaçamento e nem sempre ao aumento de população, principalmente em anos de estresse hídrico acentuado. Nesse caso, deve-se trabalhar com o limite superior de população recomendada para o híbrido ou com pequeno incremento na população, máximo de 5%, Esses ambientes normalmente ocorrem no Verão, nas regiões baixas, altitude menor que 500 m, e nas grandes áreas de Safrinha.
- Ambientes sem restrição de água – resposta positiva quando optamos pela redução de espaçamento e aumento da população ao mesmo tempo. Sem restrição de luminosidade e histórico de estresse hídrico acentuado, certamente poderemos buscar a melhor interação em cada área. Nesses casos, considerando qualidade do manejo, histórico do uso da área, nível de fertilidade e época adequada de plantio, o aumento de população pode ser de 10 a 15% do recomendado para o híbrido. Esse cenário compreende as regiões situadas entre 700 a 1.000 m de altitude.
- Ambiente com restrição de luz – responde melhor à redução de espaçamento do que ao aumento de população. No entanto, é preciso muito cuidado para fazer uso das duas práticas ao mesmo tempo. O aumento no porte das plantas, o eventual desequilíbrio na relação nitrogênio e potássio, manejos inadequados da dessecação – época x competição por nutrientes, entre outros fatores, podem levar a aumento de risco de quebramento e tombamento de plantas, empalhamento e polinização deficiente, além de favorecer a presença de patógenos, principalmente de grãos. No plantio de Verão, principalmente na região Sul com altitude acima de 1.000 m, ocorrem limitações de luz. Nesse caso, considere um adicional de 5% sobre a população de plantas indicada para o híbrido.
- Época de plantio – conhecendo o histórico do ambiente, é possível definir as melhores respostas de produtividade em relação à época de plantio. Estas são as épocas mais adequadas ao manejo da população, entendendo que nessas condições temos as melhores possibilidades de explorar os recursos do ambiente, como distribuição de chuvas, temperaturas adequadas e luz.
Com raras exceções, podemos indicar que na região Sul as melhores épocas de plantio estão no início de outubro com exceção dos Campos de Altitude Lages/Vacaria, onde a melhor época está no início de novembro. E, no Brasil Central, os melhores plantios para uso dessas práticas vão até 15 de novembro.
Na Safrinha, é reconhecido que, à medida que avançamos o plantio no mês de março, temos quedas naturais de produtividade, pelas próprias restrições do ambiente. Sendo assim, os melhores plantios e a época mais recomendada para uso das práticas é até meados de fevereiro.
Escolha do Híbrido
Muito se tem debatido e discutido a respeito da necessidade de buscar híbridos mais adequados ao aumento de população e redução de espaçamento. É preciso lembrar que o milho tem alta interação com o ambiente de plantio. Dessa forma, ele somente poderá expressar toda a sua performance produtiva se cultivado na região recomendada.
Por isso, a Dekalb através da sua rede de ensaios, a maior do país, busca em cada região identificar as melhores populações para cada um dos seus híbridos, aliando às suas características altura de planta, altura de inserção de espiga, arquitetura foliar, teor de lignina no colmo, entre outros, e a interação entre elas. Na prática, observa-se que, quanto mais um híbrido conjugar todos esses fatores, melhor será a sua adaptabilidade.
Híbridos Dekalb indicados para redução de espaçamento:
Híbridos Dekalb indicados para redução de espaçamento e aumento de população:
Importante: O aumento do número de plantas vai depender do nível de fertilidade do solo, época de plantio, histórico de chuvas e ocorrência de doenças na região.
Recomendações para um plantio eficiente:
a) Faça a manutenção e regulagem da plantadeira com antecedência.
b) Use o disco adequado à semente. Ele deve estar de acordo com a peneira, isto é, o tamanho da semente deve coincidir com o furo do disco. Veja informações impressas no frontal da embalagem Dekalb.
c) Use o anel correto: liso para sementes chatas ou rebaixado para sementes redondas.
d) O disco deve girar sem atrito e sem folga demasiada
e) Regule a plantadeira após o tratamento das sementes.
f) Trabalhe na velocidade recomendada: de 5 a 6 km/h.
g) No sistema de Plantio Direto, a eficiência da plantadeira depende do correto manejo da cobertura.